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domingo, 5 de maio de 2013

Prrimeiro de Maio em Samil

 Benção das flores
 
 
 
 
 
 
 
 
 

Benção das flores depois da novena
 
 

 



segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

A Queima do Diabo

Destruição do mal

Após o desfile de caretos ibéricos, sábado, dia nove, em Bragança, procedeu-se à queima do diabo.
 
 
Diz a tradição que o diabo anda à solta nos três dias de carnaval. O diabo é o mal que está em nós, nas nossas condutas e pensamentos.
 
 
 Durante os dias que dura o entrudo, tudo é permitido. É por isso que no carnaval, festa da carne, ninguém leva a mal. Fecham-se os olhos aos interditos sociais nos outros dias do ano.
 

Os caretos, podem roubar chouriças, chocalhar as raparigas e emborrachar-se. Homens e mulheres, numa inversão dfe valores,  podem vestir-se com roupa do sexo oposto, sem que haja sanções. Os caretos, personagens endiabrados, personificam o lado mau que está em nós.
 
 

Por isso, em Podence e noutras aldeias transmontanas, a tradição manda que se queime o careto, antes da Quaresma, tempo de jejum, em que as cinzas representam a penitência   pelos  excessos cometidos durante o carnaval.  Em Vila Nova, Vila Real, queima-se o entrudo e faz-se o seu enterro. Muda o ritual mas a simbologia é a mesma.
 

Contudo, em Bragança e noutras localidades, queima-se o próprio diabo, para esconjurar o mal que ele representa. Ai de quem até ao próximo carnaval não agir em conformidade com as rigorosas normas sociais!
 

 

Carnaval de Bragança II

Desfile de caretos espanhóis
 
O  careto - tafarron  - com fato de croça, máscara preta e vermelha, cinturão, orelhas de lebre e bigode de pelos de cavalo, é a personificação do diabo, nas festas pagãs de inverno. A fita, no alto da cabeça, presa ao cabelo,  significava que podia entrar nas igrejas.

 
Chocalhos de diabos, usados na mascarada da "Vaquilla" em Palacios de Pan, Zamora.
 

Guapa diaba
 
 
 
 
 
 
 Gaiteiro de Ferrera de Arriba, Zamora
 
 
Careto e matrafona, da aldeia de Pazuelo de Tábara, Zamora.  Estavam encarregues de fazer o peditório, para a festa de Santo Estevão, em 26 de dezembro, coincidente com as festas do solestício pagão. A esmola era dada em comida e quem não cumprisse com o óbulo era castigado.
 
 
"El atenazador de San Vicente de la Cabeza". Corre, com as tenazes, atrás da moças. A máscara é de sobreiro.


Os músicos de San Vicente de la Cabeza acompanham o cortejo pelas ruas da aldeia, tocando músicas tradicionais.
 
 
Os noivos de SanVicente de la Cabeza.


Homem, com capa de pastor, desfila com a cabeça da vaquinha aos ombros.
 

A "Novilha e os Chocalhos", da aldeia de Palacios del Pan, Zamora. 
 
 
Na mascarada, os diabos vestem  fatos feitos de sacos de lã, máscaras...
 
 
Carochos ou diabos, de Riofrio de Aliste, Zamora.
 

 
 
A  "Vaquilla"  de Palacios  del Pan é uma novilha brava que nas festas corre atrás dos rapazes. Antigamente corria atrás das moças para as cornear, fertilizar, em sentido simbólico, com a ajuda de um ganhão.
 
 
 
 
 

domingo, 10 de fevereiro de 2013

Carnaval de Bragança I

Desfile de caretos ibéricos
 
Diabo  castelhano,  dos "Carochos de Riofrio de Aliste".
 
 
Diabo transmontano, de Vinhais, "uma terra dos diabos"! 
 

Mulheres vestidas de caretos.
A quanto não obriga a falta de homens! Mas elas gostam da brincadeira!
 
 
Porta-estandarte de Grijó da Parada, aldeia de Bragança. Apesar de no desfile estarem presentes caretos de várias aldeias do distrito de Bragança, a ausência dos Caretos de Podence, os mais famosos e mediáticos, não passou despercerbida.


 
 
 
Por trás da ausência de Podence advinha-se uma rivalidade entre a capital do distrito, ciosa de ganhar protagonismo, com o emergente Carnaval dos Caretos, e a aldeia de Macedo de Cavaleiros, saída do anonimato graças ao pioneirismo do Entrudo Chocalheiro.
 

Diabos de Vale de Porco, Mogadouro.
 

Grupo de Caretos de Salsas, aldeia do concelho de Bragança.
 



Velho Chocalheiro de Vale de Porco, Mogadouro. Não confundir a aldeia com Vale da Porca, em Macedo de Cavaleiros e terra natal  Roberto Leal.


 
 

Vinhais, uma terra dos diabos, mandou ao desfile dos caretos uma grande representação de demos e da morte, publicitando  a festa "os diabos e o rosto da morte", dia 16 de fevereiro, em Vinhais.





Caretos de Ousilhão puxando carroça com o pipo. Ou serão caretos de Vila Boa de Ousilhão? Os de Vila Boa não gostam de confusões! Ousilhão  festeja o Entrudo no dia de Santo Estevão, a 26 de dezembro! Vila Boa festeja-o na época do carnaval!
 
 
Em Bragança, a censura saiu à rua, juntamente com o diabo e a morte.  A cidade está a rescriar uma tradição que se havia perdido nas últimas décadas do século XX.
 
 
 


 
 
 
 

domingo, 18 de maio de 2008

Museus, Pontes Entre Culturas

18 de Maio, Dia Internacional dos Museus



Casa do Careto de Podence, Macêdo de Cavaleiros


Lugar de fruição cultural e de encontro social, evocativo do Entrudo local.

Na Casa do Careto, aberta ao público em 2004, encontram-se telas da pintora Graça Morais e de Balbina Mendes, fotografias de António Pinto e Francisco Salgueiro, algumas publicações, os fatos, os chocalhos, as máscaras e toda a indumentária destas figuras enigmáticas.

Encontram-se ainda os únicos seres que os caretos respeitam nas suas tropelias, gritarias, chocalhadas: as marafonas!

Caretos de Podence, Graça Morais

Museu
Ibérico
da
Máscara e Traje

Bragança

Dedica-se às Festas de Carnaval e às Festas de Inverno das zonas do Douro e Montesinho (Tras-os-Montes) eàs Mascaradas de Inverno da Provìncia de Zamora (Espanha)





























Casa da Máscara, Lazarim (Lamego)