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sábado, 28 de abril de 2012

25 Anos de Saudade

Exposição no Ecomuseu do Barroso
 

José Afonso
 


A Câmara Municipal de Montalegre, dentre as atividades programadas para comemorar o Dia da Liberdade, de 2012, organizou uma exposição biográfica de José Afonso.
 

Zeca Afonso, autor de Grândola Vila Morena, morreu há 25 anos. Símbolo da geração contemporânea das 'Guerras  do Ultramar', continua vivo, tanto na memória da juventude que cantava a sua "música de intervenção", como na daqueles que não partilhavam dos seus valores sociais e políticos.



Homenagem de Montalegre aos militares que fizeram a Revolução dos Cravos.
 


 
 
José Manuel Cerqueira Afonso dos Santos nasceu em Aveiro, em 1929;  e faleceu em Setubal,  em 23 de fevereiro de 1987, com a idade de 57 anos.
 
  
"Depois do 25 de Abril de 1974, José Afonso partilhou e entregou-se inteiro à liberdade, à solidariedade, à fraternidade". 
 
 

Réplica das ruínas do claustro, do mosteiro da Ordem de Cister, em Pitões da Júnias.
 
 
 
Bem nascido
Antes da visita à exposição no Ecomuseu do Barroso, desconhecia a origem social e o percurso de vida do cantor. Interrogo-me, por isso, sobre o que teria levado um jovem, nascido num berço dourado de Aveiro,  onde o pai era procurador da República e a mãe, pprofessora,  a abdicar de uma vida desafogada, para se juntar ao "reviralho".
 
 
 

 "Seu cagão"! Sem vocação para a vida militar, José Afonso, humildemente,  disse de si próprio: "Eu fui o menos classificado de todo o curso, por falta de aprumo militar". 
 

 
 O restauro do castelo e o ajardinamento do espaço envolvente foram feitos na gestão do poder autártico democrático.
 
 
 
 
Com os filhos do primeiro casamento.
 
 
 
 Com um grupo de alunos, Faro, 1964
 
José Afonso, professor
 
" A minha ação como professor era mais de caráter existencial, na medida em que queria por os alunos a funcionar como pessoas, incutor-lhes um espírito crítico, fazer com que exercitassem a sua imaginação à margem dos programas oficiais".
 
Foi expulso do ensino oficial por razões políticas.  
 
 
 
Chega de bois,  imagem de marca das Terras do Barroso. Câmara de Montalegre atenta à preservação do património barrosão.
 

Álbum a partir do qual comecei a conhecer, tardiamente, a música de José Afonso. O poeta e "cantor de intervenção" começou, no entanto, nos anos cinquenta, a cantar Baladas de Coimbra. Nesse tempo era respeitosamente tratado por "Doutor José Afonso". Depois, nos tempos de "andarilho", passou a ser o Zeca Afonso, um dos maiores vultos da música portuguesa do século XX.



José Afonso morreu prematuramente. Não repousa no panteão, ao lado de Amália Rodrigues mas, como a diva do fado,  permanece vivo no imaginário do povo português, liberto dos grilhões de uma ditadura, na alvorada do 25 de abril de 1974.
 
 
 
 
 





sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Cruzes, Canhoto!

Montalegre, sexta-feira 13


Esconjuro da queimada
Caldeirão do bruxo-mor a ferver a poção mágica.


Montalegre consegue, com a criação da tradição de comemorar as sextas-feiras treze, desde há uns tempos, atrair sobre si as atenções dos meios de comunicação social  do país e levar à capital do Barroso milhares de forasteiros, desejosos de conhecer a região e participar nos eventos anunciados.


Vim, pela primeira vez,  participar desta sexta-feira,  treze de agosto, a única de 2010.


Cheguei durante a tarde ao castelo, decorado com gigantones para serem utilizados no esptáculo noturno.



Os vampiros são mortos-vivos, saídos das sepulturas, que sobrevivem na escuridão.





Não  podem ver a luz do sol. Transformam-se em morcegos e bebem sangue humano, para se manterem imortais.












































"Ai, nós bebemos p'ra caralho!" - cantava o brejeiro grupo de tocadores. Porém, o mais animado, com o negócio a correr-lhe de vento em popa, era o homem da tasca do Cantinho dos Sabores das Terras do Barroso.








































sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Sabores Transmontanos I

Feira do Fumeiro de Montalegre


Feita a matança do porco em Dezembro, e passado o tempo de cura do fumeiro, a partir de Janeiro realizam-se feiras de saberes e sabores em diversos concelhos de Trás-os-Montes, para comercialização de iguarias, que são um verdadeiro hino à gastronomia regional.


Durante o tempo que estive na aldeia, em Trás-os-Montes, coincidente com diversos nevões, como há muito não se via, em quantidade e intensidade, andei de feira em feira do fumeiro, aos fins-de-semana.

A primeira feira em que estive presente, a Feira do Fumeiro e do Presunto de Barroso, na sua XVIII edição, realizou-se de 22 a 25 de Janeiro de 2009.

Sábado, sob um frio intenso, prenunciador de queda de neve no Larouco, subi até às Terras de Barroso, tendo chegado a Montalegre a meio da tarde.




No interior do recinto da feira havia uma bem documentada exposição etnográfica de artefactos utilizados no meio rural da região barrosã até há algumas décadas atrás. As novas gerações e pessoas que tenha nascido e vivido no meio urbano ficam assim com uma boa ideia de como era a vida no campo.





O Pavilhão Multiusos, apesar de grandioso, em altura, está mal concebido e tem uma estética pouco acolhedora, dando origem a que os numerosos visitantes circulem sem desafogo por corredores estreitos, semelhantes a um labirinto.




Quando o Paulo Portas passou pela feira, rodeado de um batalhão de jornalistas, não se podia andar! Nessa altura houve quem se sentisse incomodado com a presença do político e, revelando falta de cultura democrática, invectivasse a presença dele no espaço da feira.



Nunca tinha estado na Feira de Montalegre. Habituado a comprar bom fumeiro a produtores domésticos, surpreendeu-me o preço elevado do fumeiro praticado na feira, onde nem sequer há concorrência porque os preços de venda são previamente combinados entre a organização e os produtores.











A feira pode ser um bom negócio para quem produz mas não será o local mais adequado para o consumidor negociar preços mais adequados. Mas, apesar de alguma cautela, não resisti a fazer algumas compras.



A animação musical esteve representada por diversos grupos de gaiteiros. O som da gaita-de-foles, telúrico, a condizer com as cores da paisagem transmontana, encanta-me sempre!

Fiquei muito admirado com a quantidade de visitantes que deixavam a feira do fumeiro em autocarros lotados, vindos do Minho e do Douro Litoral. Penso que isso só é possível porque deve haver uma boa organização a “arrebanhar” turistas para a visitar. Nas feiras de Chaves, Vinhais e Macedo de Cavaleiros não vi nada igual!



Em Montalegre, além do fumeiro, também era fácil encontrar folar de carne e pão cozido em fornos de lenha. Apesar de não sofrer do pecado da gula, a tentação para me abastecer foi irresistível!




Gostei muito desta sopa que o rapaz da pêra me garantiu ser típica do Barroso!
Visitada a feira dirigi-me à Capital do Móvel onde, no dia seguinte, me esperavam outros afazeres!