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segunda-feira, 9 de março de 2009

Fraga dos Três Reinos

No termo de "Muymenta"

Qual cavaleiro da Távola Redonda à demanda do Santo Graal, andei eu na fronteira das Terras da Frieira à procura da Fraga dos Três Reinos!

Julguei tê-la descoberto mas, regressado a casa, vacilo na certeza da descoberta.
Pela segunda vez subi ao cabeço onde está o marco 349, no planalto entre a Serra da Coroa e as serras espanholas vizinhas. Será, de facto, este o penedo que há séculos serviu de marco fronteiriço aos reinos de Castela, Galiza e Portugal?
Há muito que os três reinos medievais deixaram de existir. Portugal é uma república, enquanto o reino da Galiza e o reino de Castela e Leão são regiões autómonas do estado espanhol.


Mas o nome coevo, esse, não foi alterado, mantem-se preservado na tradição local!

Há anos atrás já tinha estado no penedo do marco 349, supostamente a Fraga dos Três Reinos.
Como gostaria de fotografar a mítica fraga coberta de neve, vim por duas vezes neste Inverno, à procura dela, a seguir a fortes nevadas.
Em Dezembro a camada de neve era grossa mas anoiteceu tão cedo e andava perdido que desisti de procurá-la.
Agora vim com tempo! Porém, quando, vindo de Chaves pela auto-estrada das Rias Baixas, cercada de montanhas cobertas de neve, não resisti a tanta beleza e fui até Puebla de Sanábria, antes de vir para Moimenta da Raia procurar o penedo.

Marco 348 da fronteira entre Portugal e Espanha.

Olhando para Sul ...

... olhando para Norte, na vastidão austera do planalto, coberto de rochas graníticas, giestas, tojos, carquejas e neve, qual eremita, senti-me bem, em união com a natureza. Visto do espaço imagino que seria um solitário e minúsculo ponto em andamento.

Parte da neve já tinha derretido, aumentando o caudal dos regatos que, nascidos nas serras de Rechouso e da Canda, vão mover moinhos e dar vida ao Tuela.


No alto do cabeço está o marco 349. Será ali a Fraga dos Três Reinos? Baseado no mapa cartográfico do exército que utilizei há anos atrás, quando cá vim pela primeira vez, julgo que sim.

A dúvida surgiu quando, depois de cá ter estado em Janeiro de 2009, li que na dita Fraga dos Três Reinos há três cruzes gravadas, cada uma virada para um reino.


Ora, na fraga do marco 349, onde estive, não vi cruzes no penedo! Mas também não significa que não estejam lá!


Se a Junta de Freguesia de Moimenta ou o Parque Natural de Montesinho cumprissem bem as suas funções já tinham colocado placas a indicar o caminho da fraga aos viandantes solitários.

Assim, quem lá chega? Só moradores e os moços do Parque de Montesinho, em potentes todo-o-terreno! Na parte inicial do percurso, seguindo maus conselhos, fui de carro. Até me dava jeito por causa do tripé pesado, e sempre recuperava algum do tempo gasto na ida, não programada, a Puebla de Sanábria.



Passados 500 metros, começando a derrapar na neve, achei prudente deixar o carro e fazer o resto do percurso a pé.


Para tira-teimas e deixar de cismar se estive ou não no penedo dos Três Reinos, terei de voltar em breve a "Mimenta" à demanda deste meu, porque não, Santo Graal!









segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

Por Terras de Vinhais na Neve

De Moimenta a Vinhais em Tempo de Neve

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Terra Fria Coberta de Neve

Primeiro nevão do ano!








Encontrava-me em Chaves quando a neve, dia 28 de Novembro, começou a cair nas terras altas da Terra Fria transmontana.







O forte nevão continuou no dia seguinte, caindo fortemente como há muitos anos não se via.








Aldeias e campos do Alto Trás-os-Montes ...











... Ficaram debaixo de um espesso manto branco de neve.






Pelos caminhos do contrabando. Subida à Cota de Mairos, durante o nevão.

São Cornélio - Encosta do Planalto da Bolideira

Travancas



O calor da lareira





Estrada para Chaves transitável. Rompido o isolamento.




Domingo, dia 30 de Novembro, a seguir ao almoço ...


... Resolvi ir até Moimenta, no Parque Natural de Montesinho.

O Marcos, meu sobrinho, acompanhou-me. Fomos pela auto-estrada das Rias Baixas. A meio da tarde chegámos.
Moimenta estava coberta de neve.



O frio era intenso.

Depois de fotografar a aldeia sob a neve ...


... Entrei neste café no centro da aldeia para petiscar.

Por um naco de pão com uma fatiazita transparente de presunto foi-me cobrado um preço exorbitante. Pedi o recibo mas o proprietario respondeu-me que "-Aqui não se usa!" No regresso a Chaves, num café de A Gudiña, (Galiza) comi uma suculenta sandes de presunto e paguei metade do preço!


Fui a Moimenta para fotografar a Fraga dos Três Reinos sob a neve, em vão! Perdida na vastidão de brancura, não a encontrei!




Os responsáveis pela conservação do Parque de Montesinho ainda não tiveram tempo nem verbas para colocar umas placas a indicar o percurso aos turistas!


Maravilhoso pôr-do-sol na Serra da Coroa, nas cercanias da Fraga dos Três Reinos, Moimenta, concelho de Vinhais.


Apesar do objectivo não ter sido alcançado - fotografar a Fraga dos Três Reinos - a caminhada pela neve, no belo cenário proporcionado por este paraíso ecológico, compensou a viagem à cercania das Terras da Frieira!

sábado, 10 de novembro de 2007

Na Rota da Castanha

No Dia de Todos os Santos, virei costas a Chaves, e à sua Feira dos Santos, e fui até Vinhais, à Feira da Castanha, para ver o maior assador de castanhas do mundo!

Noutra escapadela, no Domingo a seguir ao Dia de Finados, saí de Portugal por Vila Verde da Raia e, em Verin, na Galiza, apanhei a auto-estrada das Rias Baixas para Castela. Saí no entroncamento da estrada com ligação à fronteira de Moimenta e fui pelo Parque Natural de Montesinho até Bragança. Na capital do Nordeste Transmontano pretendia ver o maior pote do mundo e saborear a posta mirandesa no Silva.
Apanha da castanha em Moimenta
Nas explorações de pequena dimensão é comum a apanha da castanha ser feita pelos proprietários e seus familiares, residentes, por vezes, nas cidades do litoral. «Encha o bolso, para comer pelo caminho!» dizia-me a senhora, madrinha da jovem professora que a acompanhava.
A produção em Moimenta, este ano, é abundante e de boa qualidade, contrariando a tendência verificada noutras zonas ...
... onde o tempo quente e a falta de chuva atrasaram a maturação do fruto. O Outono seco retardou o desprendimento da castanha do ouriço.



Moimenta pertence à Terra Fria transmontana. A estrada que parte daqui para Rio de Onor, serpenteando vales e montes do Parque Natural de Montesinho, faz parte da Estrada Europeia da Castanha que algumas regiões de Itália, França, Espanha e Portugal estão a desenvolver para fins turísticos. A iniciativa, além de promover a castanha, destina-se a criar um produto turístico que dê a conhecer a cultura, a paisagem, o artesanato e a gastronomia das regiões envolvidas.


Foram criados cinco percursos: O Milenar, que liga Chaves a Bragança, com passagem por Vinhais. O Paisagístico, com saída de Bragança pela EN217 em direcção a Sambade (Alfândega da Fé). O Monumental, que liga Chaves a Valpaços com passagem por Carrazedo de Montenegro. A Rota Dourada da Padrela, que cria um circuito entre Vila Pouca de Aguiar e Murça. E a Rota da Terra Fria, que sai de Bragança pela EN15 em direcção a Macedo de Cavaleiros.




Durante séculos a castanha foi o alimento básico da população rural. Hoje, quando há maior diversidade de escolha, quem não se regala com alheiras, batatas cozidas e nabiças cultivadas no souto?








A paisagem da Rota da Castanha é surpreendentemente bela. A sucessão de castanheiros e carvalhos, em diferentes tonalidades de verde, castanho, vermelho e amarelo, uma imagem tonificante para a vista.Ao longo da Estrada Europeia da Castanha surgem lameiros viçosos onde o gado bovino apascenta. Da carne tenra destes animais faz-se a famosa posta mirandesa, grelhada na brasa.





Por todo o Parque Natural de Montesinho se encontram pastores, actividade apoiada por subsídios comunitários. Alminhas, cruzeiros, capelas e outras marcas da religiosidade do povo, estão presentes ao longo do circuito da castanha.


Em Sobreiró de Cima a tradição do magusto permanece viva. Num largo junto à estrada faz-se uma grande fogueira e assam-se as castanhas no tradicional assador de ferro. Homens e mulheres, todos participam e sentem orgulho na preservação de um costume que faz parte da memória colectiva.

Hoje, o castanheiro assume o papel de ex-libris da paisagem local. Esse destaque no enquadramento cénico é dado pela imponência visual dos soutos e também dos castanheiros isolados que, pela sua rusticidade, assumem um valor patrimonial e paisagístico.

A região de Trás-os-Montes é responsável por 87 por cento da produção de castanha nacional, exportada sobretudo para Itália, França e Brasil.A Longal é a variedade regional característica do norteste transmontano, predominando por isso nos soutos mais antigos. Embora de calibre menor é a que tem melhor sabor, melhor poder de conservação e maior aptidão para descasque. Festas da Castanha
O fenómeno de promover festas e feiras da Castanha está a contagiar alguns municipios transmontanos.

XI Feira da Castanha - Carrazeda de Montenegro
VI Feira do Cabrito e da Castanha - Vila Pouca de Aguiar
III Feira da Castanha - Vinhais
I Norcastanha, em Bragança

RuralCastanea - Festa da Castanha de Vinhais, de 1 a 4 de Novembro de 2007. Venda e exposição de castanha, Mercado das colheitas de Outono, Stands de produtos de qualidade, Stands de empresas do sector, Exposição de máquinas agrícolas, Restaurantes, Semana Gastronómica da Castanha
Carro de lenha para aquecer o assador

O colossal assador, instalado no recinto exterior da feira, tem capacidade para assar uma tonelada de castanhas de uma só vez, suficientes para alimentar mais de sete mil pessoas. Gaiteiros de Vinhais

http://ferrado-de-cabroes.blogspot.com/2006/11/onde-castanha-ranha.html