terça-feira, 12 de dezembro de 2006

Verão de São Martinho


L' Été Indien à Vidago!

















Expréssion d'origine américaine et canadienne. L'été indien est une période de temps ensoleillé et radouci, apré les premiers froids de l'automne et juste avant l'hiver. Elle se produit à la fin d'octobre ou au debout de novembre.






















C'était l'automne, un automne où il faisait beauUne saison qui n'existe que dans le Nord de l'AmériqueLà-bas on l'appelle l'été indien. Mais c'était tout simplement le nôtre




















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segunda-feira, 20 de novembro de 2006

Onde a castanha é rainha


O fruto dos frutos, o único que ao mesmo tempo alimenta e simboliza, cai dumas árvores altas, imensas, centenárias, que, puras como vestais, parecem encarnar a virgindade da própria paisagem. Só em Novembro os agita uma inquietação funda, dolorosa, que os faz lançar ao chão lágrimas que são ouriços.
Miguel Torga, Um Reino Maravilhoso

Souto de Argemil, Carrazedo de
Montenegro








Ouriços
, a cama fofa das castanhas
Abrindo-as, essas lágrimas eriçadas de espinhos deixam ver numa cama fofa a maravilha singular de que falo, tão desafectada que até no próprio nome é doce e modesta – a castanha
Miguel Torga, Um Reino Maravilhoso
















Travancas, Chaves






A castanha já percorreu os duros caminhos da vida. Houve tempo que a castanha substituiu o pão e as batatas. Depois, com a fartura, foi dada aos porcos. Hoje a castanha está na moda e, por isso, é comida de todos os modos e feitios. Cruas, assadas, cozidas, fritas, na sopa, nas sobremesas...















Na estrada de Carrazedo de Montenegro a Murça











Soutos livresNo Dia de Todos os Santos os soutos são livres. Apesar de terem dono toda a gente pode apanhar castanhas.
Roriz, Chaves













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Carrazedo de Montenegro, Valpaços
Zona de maior produção de castanha e onde fica o maior souto da Europa








Trás-os-Montes no Top da castanhaEm Portugal, o negócio das castanhas está imparável e floresce anualmente. No nosso país existem 27 mil hectares de castanheiros e só em Trás-os-Montes são 20 mil os hectares de soutos
Castanheiros em flor

Rei da castanha
O Sr. Manuel Maia Xavier, proprietário de vários soutos em Carrazedo de Montenegro, no dia em que o conheci tinha vendido 300 sacas de castanha. Transmontano afável, ao estrangeiro que lhe entrou pelo souto dentro, com ar embevecido, falou das variedades de castanha judia e longal e da sua arte de enxertar castanheiros.
















3 comentários:

Jorgedisse...
gosteo do blog e felicito-o por preservar um pouco do nosso património natural e de preservar o nosso meio ambiente.
Gostava que partilha-se um pouco da sua sabedoria (arte de enxeretar castanheiro)Estou a pensar plantar e enxertar algumas peças mas os conhecimentos são poucos.
Anónimo disse...
tenho um souto na zona de tomar ao pe da barrajem ja por varias vezes encomendo enxertadores que não aparecem.como arranjar quem enxerte e o preço são uns 150 ja com 12 anos ou mais até ja os desbastei e depois as pessoas não apareceram o vosso site está optimo parabéns augusta
eurolusodisse...
Ns zona de Tomar, junto à barragem do Zêzere, não conheço enxertadores. Em Dadim, concelho de Chaves, há um que faz enxertia nos concelhos da região e em Espanha. Veja http://travancasdaraia.blogspot.com/2010/05/ovideo-enxertador.html


sexta-feira, 17 de novembro de 2006

Culto dos Mortos


Tu és pó, e ao pó retornarás
Génesis, capítulo 3, versículo 19












Travancas, ChavesVisita ao cemitério no dia 2 de Novembro, dia dos fiéis defuntos. Pelo caminho reza-se o terço; no interior ora-se pela alma dos que já partiram.








No cemitério, a história da aldeia
Cemitério, montra da riqueza da terra e das hierarquias sociais.
Ricos e pobres unidos na morte, desiguais na forma de permanecerem enterrados.
Curral de Vacas, Chaves











Preparativos
A visita ao cemitério por familiares dos defuntos é precedida da limpeza das campas.
Sonim, Valpaços









Culto dos MortosOs antepassados pagãos, enquanto faziam companhia aos seus entes falecidos, comiam castanhas, partilhando com eles a refeição. O Cristão, sinal dos tempos da globalização, enfeita as campas com flores de plástico e velas made in China.
Curral de Vacas, Chaves




Moda e valores

No passado, as campas dos defuntos mais abastados eram em ferro e granito. O modernismo popularizou as campas de mármore, sem tradição na construção em Trás-os-Montes. Hoje o granito está de volta, mas polido. De volta está também o cravo vermelho, flor popular cada vez mais despojada da conotação política associada à Revolução dos Cravos.


A relíquiaTerra santa trazida para o cemitério pela senhora Dina Pires, emigrante em França que, para que a memória dos homens não se esqueça do seu feito, mandou assentar uma placa evocativa à entrada.
Sonim, Valpaços
Em defesa da pátriaMorto aos 21 anos na Guiné. A coveira diz que foi “morto pelos terroristas; morreu outro mas não encontraram o corpo”. Além do Paulo, mais de oito mil militares portugueses morreram durante a nossa Guerra Colonial, de 1961 a 1974.
Sonim, Valpaços











À notre cousin

Vida e morte de emigrante. Sai da terra, a salto, para ganhar a vida; regressa sem vida à terra.
Sonim, Valpaços














O negócio das flores











ChavesNa sociedade de consumo, o apelo ao culto dos mortos faz disparar a compra de velas e flores. Os preços sobem igalmente em flecha nesta época do ano. Negócio próspero para floristas e floricultores.


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