quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Terra Fria Coberta de Neve

Primeiro nevão do ano!








Encontrava-me em Chaves quando a neve, dia 28 de Novembro, começou a cair nas terras altas da Terra Fria transmontana.







O forte nevão continuou no dia seguinte, caindo fortemente como há muitos anos não se via.








Aldeias e campos do Alto Trás-os-Montes ...











... Ficaram debaixo de um espesso manto branco de neve.






Pelos caminhos do contrabando. Subida à Cota de Mairos, durante o nevão.

São Cornélio - Encosta do Planalto da Bolideira

Travancas



O calor da lareira





Estrada para Chaves transitável. Rompido o isolamento.




Domingo, dia 30 de Novembro, a seguir ao almoço ...


... Resolvi ir até Moimenta, no Parque Natural de Montesinho.

O Marcos, meu sobrinho, acompanhou-me. Fomos pela auto-estrada das Rias Baixas. A meio da tarde chegámos.
Moimenta estava coberta de neve.



O frio era intenso.

Depois de fotografar a aldeia sob a neve ...


... Entrei neste café no centro da aldeia para petiscar.

Por um naco de pão com uma fatiazita transparente de presunto foi-me cobrado um preço exorbitante. Pedi o recibo mas o proprietario respondeu-me que "-Aqui não se usa!" No regresso a Chaves, num café de A Gudiña, (Galiza) comi uma suculenta sandes de presunto e paguei metade do preço!


Fui a Moimenta para fotografar a Fraga dos Três Reinos sob a neve, em vão! Perdida na vastidão de brancura, não a encontrei!




Os responsáveis pela conservação do Parque de Montesinho ainda não tiveram tempo nem verbas para colocar umas placas a indicar o percurso aos turistas!


Maravilhoso pôr-do-sol na Serra da Coroa, nas cercanias da Fraga dos Três Reinos, Moimenta, concelho de Vinhais.


Apesar do objectivo não ter sido alcançado - fotografar a Fraga dos Três Reinos - a caminhada pela neve, no belo cenário proporcionado por este paraíso ecológico, compensou a viagem à cercania das Terras da Frieira!

sábado, 29 de novembro de 2008

9 meses de Inverno e 3 de Inferno

Linha do Tua, que futuro?

9 meses de Inverno e 3 de inferno”, dito popular para caracterizar a grande variação térmica do clima da Terra Fria transmontana, se tomado à letra, não se aplica a Mirandela, pelo menos neste Outono com sabor estival.
O provérbio serviu, no entanto, de mote para a conferência realizada na cidade para debater o futuro de Linha do Tua.
Mirandela, sente-se no discurso dos seus autarcas, tem ambições de liderança regional, justificadas pela centralidade geográfica, situada no coração de Trás-os-Montes, acessibilidades, e crescimento económico acelerado a partir das últimas décadas do século XX.



Com os acessos ao IP4, Mirandela está a retirar Valpaços à órbita de Chaves e prepara-se para rivalizar com Bragança no controle de Vinhais. Os municípios da Terra Quente, esses já estão na esfera de influência da cidade. Vila Flor serve de cenário à telenovela “A Outra” mas é em Mirandela que ficam os restaurantes e a estrutura hoteleira acolhedores dos turistas que demandam a região à procura dos lugares associados às personagens da telenovela.


Por isso, consciente da sua força de atracção, Mirandela não esconde os seus objectivos e está determinada a avançar na defesa da Linha do Tua, contra a vontade de líderes regionais enfeudados às elites dominantes a nível nacional, e sem a companhia dos municípios banhados pelo Tua, envoltos em questiúnculas de lana-caprina.






Mirandela conta neste momento com o precioso apoio de diversos Compagnons de Route - monárquicos, comunistas, ecologistas e movimentos cívicos. Mirandela sabe que a união faz a força e, como tal, não se sente incomodada por ter ao seu lado defensores de manifestações de rua.

Tal como este artesão sapateiro que encontrei no mercado municipal, perdão, “sapateiro, não, artista de calçado!” Mirandela tem know how e massa cinzenta ciosa de fazer valer os seus pergaminhos.





A cidade, mesmo sem o desfecho, ainda incerto da continuação ou encerramento da Linha do Tua, entrou numa dinâmica ofensiva de vitória. Na conferência ficou decidida a realização, em Janeiro, de uma sessão da Assembleia Municipal na estação de Santa Apolónia para debater o futuro do caminho-de-ferro em Trás-os-Montes.

Que pensará o presidente do meu município, o Isaltino de Morais, da pretensão das gentes da nossa terra?

Uma coisa é certa,
Ninguém segura esta Mirandela!

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Folhas Caídas

Fallen Leaves
Margens do Tâmega em Chaves
Banks of the Tamega river in Chaves city



As margens do Tâmega, rio que banha Chaves, em dias de sol, em Novembro, ganham tonalidades de amarelo, castanho, vermelho e púrpura.
O ambiente propicia o recolhimento e a introspecção.
A nostalgia apodera-se de nós.
Caminhar sobre um tapete de folhas mortas, rodeado de coloridas árvores de folhas caducas, faz bem ao espírito e ao corpo, retemperado de energia.











Chaves é uma cidade termal com história.
A cidade tem quatro pontes. A ponte romana é o must, o bilhete postal que nenhum fotógrafo perde!

A mais recente das pontes, para peões, é esbelta. Constitui um novo ícone, contribuindo para tornar Chaves mais convidativa aos olhos dos visitantes e para reforçar nos seus habitantes os laços de ligação à cidade.
Cada vez gosto mais de Chaves, cada vez mais me afeiçoo a esta cidade. Parte da minha história - memórias, afectos ... passa por aqui.

domingo, 16 de novembro de 2008

L Gueiteiro I L Burrico

O Gaiteiro e o Burrinho
The piper and the little donkey



Paradela - Miranda do Douro
Ponto de partida do passeio de burro
Gaiteiro e bombo acompanham o passeio






























Estamos aqui reunidos em nome de Cristo na natureza














Almoço campestre






Juntos na festa mas em mesas separadas para o almoço














Bailareco animado pelo gaiteiro

















































E toca o burro!
Pró ano há mais passeios!