domingo, 6 de maio de 2012

Feira do Morango

São Pedro Velho - Mirandela

Mirandela, a preparar já a Feira da Cereja, no próximo  dia 13 de maio, em Mascarenhas, organizou este fim de semana, através da Junta de Freguesia de São Pedro Velho, a IV Feira do Vinho e Morangos.


“O morango é um produto de excelência na aldeia, aqui mesmo produzido, é consumido em grande parte da região de Trás-os-Montes” . Carlos Pires, Presidente da Junta.


Na freguesia há cinco produtores, já houve seis, que produzem cerca de cem toneladas anuais de morangos.


Exploração junto ao Rio Tuela.


A produção iniciava-se por volta do mês de abril e prolongava-se até agosto. Agora, graças  a uma variedade que está constantemente a florir, consegue-se produzir até novembro.


Morangos  grandes, suculentos e doces.


A Câmara aposta na realização deste tipo de eventos nas aldeias, como forma de promover a produção local.

Produtor satisfeito. Em 2011 vendeu cerca de 1500 kg de morangos durante o certame.


Muita gente desconhece que São Pedro Velho, situada na Terra Quente,  seja uma aldeia produtora de morangos para o mercado. A feira  contribui para lhe dar mais visibilidade.



Falta de concorrência! Todos os produtores vendem a dez euros a caixa  de 10 kg. Parece claro que concertação de preços não favorece o consumidor.


Mas a feira não é apenas do morango.

Queijo, vinho, azeite, figos, artesanato... É tudo transmontano! Nada, diz a Câmara, vem de outras regiões!


É aqui, na padaria do Amândio, que se fabrica do melhor pão centeio de Mirandela e um dos melhores do Norte de Portugal. O segredo é o fabrico tradicional e cozido em forno de lenha.  Até as alheiras de Travancas, concelho de Chaves, são feitas com pão de São Pedro Velho!


A feira,  apesar de se realizar num espaço rural e ter poucos anos de existência, apresenta-se com a animação de feira feita com profissionalismo.


Gaiteiros de Lebução


Tive a sorte de durante a  minha estadia ter visto atuar  este grupo, fundado  em 2003 na aldeia de Lebução, concelho de Valpaços.


Em conversa com o professor Manuel, galego de Ourense, fiquei com a ideia que sente nostalgia do tempo em que galaico-portugueses  não estavam divididos por fronteiras políticas. 
Mas, aqui na raia, a Portugal Telecom ergue mais uma em nome do progresso. Antes do TDT chegar à aldeia víamos canais espanhóis. Agora, o apagão até isso nos tirou!



Depois de ouvir os Gaiteiros de Lebução tocaram tão bem A Carvalhesa, Alá!, como dizem os de Arzádegos, fui a casa do amigo de  Vila Flor abastecer-me de azeite fino da Terra Quente, antes de regressar à Capital da Batata.













Contada delo Abade de Baçal
Custódio, santo soldado, natural de São Pedro Velho. 


"Inocentemente arcabuzado em em 12 de maio de 1813, em Vila Real, onde se  encontra sepultado na igreja da misericórdia, considerando-o santo o povo, a ele recorre nas suas aflições, sem esperar o beneplácito de Roma".



Casa das varandas.
Quem salva esta preciosidade das desavenças entre herdeiros?


sábado, 28 de abril de 2012

25 Anos de Saudade

Exposição no Ecomuseu do Barroso
 

José Afonso
 


A Câmara Municipal de Montalegre, dentre as atividades programadas para comemorar o Dia da Liberdade, de 2012, organizou uma exposição biográfica de José Afonso.
 

Zeca Afonso, autor de Grândola Vila Morena, morreu há 25 anos. Símbolo da geração contemporânea das 'Guerras  do Ultramar', continua vivo, tanto na memória da juventude que cantava a sua "música de intervenção", como na daqueles que não partilhavam dos seus valores sociais e políticos.



Homenagem de Montalegre aos militares que fizeram a Revolução dos Cravos.
 


 
 
José Manuel Cerqueira Afonso dos Santos nasceu em Aveiro, em 1929;  e faleceu em Setubal,  em 23 de fevereiro de 1987, com a idade de 57 anos.
 
  
"Depois do 25 de Abril de 1974, José Afonso partilhou e entregou-se inteiro à liberdade, à solidariedade, à fraternidade". 
 
 

Réplica das ruínas do claustro, do mosteiro da Ordem de Cister, em Pitões da Júnias.
 
 
 
Bem nascido
Antes da visita à exposição no Ecomuseu do Barroso, desconhecia a origem social e o percurso de vida do cantor. Interrogo-me, por isso, sobre o que teria levado um jovem, nascido num berço dourado de Aveiro,  onde o pai era procurador da República e a mãe, pprofessora,  a abdicar de uma vida desafogada, para se juntar ao "reviralho".
 
 
 

 "Seu cagão"! Sem vocação para a vida militar, José Afonso, humildemente,  disse de si próprio: "Eu fui o menos classificado de todo o curso, por falta de aprumo militar". 
 

 
 O restauro do castelo e o ajardinamento do espaço envolvente foram feitos na gestão do poder autártico democrático.
 
 
 
 
Com os filhos do primeiro casamento.
 
 
 
 Com um grupo de alunos, Faro, 1964
 
José Afonso, professor
 
" A minha ação como professor era mais de caráter existencial, na medida em que queria por os alunos a funcionar como pessoas, incutor-lhes um espírito crítico, fazer com que exercitassem a sua imaginação à margem dos programas oficiais".
 
Foi expulso do ensino oficial por razões políticas.  
 
 
 
Chega de bois,  imagem de marca das Terras do Barroso. Câmara de Montalegre atenta à preservação do património barrosão.
 

Álbum a partir do qual comecei a conhecer, tardiamente, a música de José Afonso. O poeta e "cantor de intervenção" começou, no entanto, nos anos cinquenta, a cantar Baladas de Coimbra. Nesse tempo era respeitosamente tratado por "Doutor José Afonso". Depois, nos tempos de "andarilho", passou a ser o Zeca Afonso, um dos maiores vultos da música portuguesa do século XX.



José Afonso morreu prematuramente. Não repousa no panteão, ao lado de Amália Rodrigues mas, como a diva do fado,  permanece vivo no imaginário do povo português, liberto dos grilhões de uma ditadura, na alvorada do 25 de abril de 1974.
 
 
 
 
 





quarta-feira, 25 de abril de 2012

Dia da Liberdade

Festejos em Trás-os-Montes

25 de Abril em Chaves

O poder local democrático

Como homem livre, perfilho os valores da Liberdade, Igualdade e Fraternidade.  Foi com base neles que os EUA se tornaram uma nação livre e independente em 1776, e que  a Revolução Francesa de 1789,  na Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão, aboliu, juridicamente, a servidão e a escravatura, ao declarar, no art. 1º, que "os homens nascem e são livres e iguais em direitos".



Na sequência da Revolução dos Cravos, os portugueses desfrutam de um feriado para festejar a Liberdade, um direito inalienável do ser humano.  Passados 38 anos  do 25 de Abril de 1974, como vivem os transmontanos este dia e como as autarquias da região mobilizam e educam os cidadãos para o exercício da cidadania responsável?

Para ter uma ideia da intensidade das comemorações  fiz uma pesquisa  aos sítios das Câmaras Municipais dos distritos de Vila Real e Bragança.  


O panorama não parece brilhante. Há  câmaras municipais que ignoram por completo o Dia da Liberdade, esquecendo-se que o poder local é a maior conquista do 25 de Abril de 1974,  no entendimento de Fernando Ruas, presidente da Associação Nacional de Municípios Portugueses. O autarca do PSD considera mesmo que os portugueses devem congratular-se por terem hoje um poder local democrático.


Dentre as autarquias que não festejam o Dia da Liberdade, estão quatro das cinco autarquias do Vale do Tua - Alijó, Murça, Carrzêda de Ansiães e Vila Flor, cujos presidentes, apesar de terem sido democraticamente eleitos, têm sido coniventes com a EDP e os lobies do betão na destruição do património paisagístico e ferroviário do vale.  Insensíveis aos argumentos de duas petições, - forma de democracia direta - assinadas por milhares de cidadãos, estarão esses autarcas em sintonia com as aspirações das populações que supostamente representam



Pedagogia para a cidadania

Quem faz (clicar no nome do município)
e quem não faz



Distrito de Vila Real

Alijó
José Cascarejo - PS

Contra a Linha do Tua, acérrimo defensor da barragem



Boticas
Fernando Campos - PSD




Comemorações do XXXVIII aniversário do 25 de Abril






"A "Revolução dos Cravos" é novamente invocada pelo município de Montalegre na comemoração dos 38 anos. Um programa que pede envolvimento da população para os valores conquistados por aqueles que lutaram pela implementação do regime democrático em Portugal."



Já decidi!
Vou  a Montalegre passar o Dia da Liberdade  de 2012 com a gente barrosã!



Murça
JoãoTeixeira Fernandes - PS

Opositor da Linha do Tua,
defensor da barragem







PESO DA RÉGUA

Ver também agenda cultural
"25 de abril - comemoração"
"O Dia da Revolução!



Ribeira de Pena
Agostinho Pinto - PSD



Cerimónias municipais comemorativas do 25 de abril de 2012








Vila Pouca de Aguiar

Domingos Dias - PSD






Vila Real
Manuel Martins - PSD









Distrito de Bragança




"A Escola Municipal de Teatro de Alfândega da Fé associa-se às comemorações locais do 25 de abril e leva à cena a Peça “Assembleia do Povo”. Ao palco vai subir uma rábula sobre a vida política local".



Bragança

Antonio Jorge Nunes - PSD










Carrazeda de Ansiães

Jose Luis Correia - PSD A favor da barragem, contra a Linha do Tua

Linha Vermelha
Documentario Linha Vermelha, no Auditóorio Municipal, sobre ocupação de uma herdade no Ribatejo



cravo 25 abril
"Macedo de Cavaleiros comemora XXXVIII aniversário do 25 de Abril"        



O que faz falta
" Concerto Musical com João Queirós - Canções de abril"




 
 
António  Branco substitui até às autárquicas de 2013, o presidente eleito, José Silvano, único autarca a defender a manutenção da Linha do Tua

"Comemorações do 25 de abril. - o dia todo"





Torre de Moncorvo celebra a Liberdade com apresentação de livro e exposição de pintura.









Vila Flor

Artur Pimentel - PS

Apoia a submersão da Linha do Tua




Vimioso

 José Luis Correia  -PSD


Vinhais

Américo Pereira - PS









Câmara  e Carvalho da Forca, onde, em 1845, foi enforcado o último condenado à morte em Portugal.  Dia bem passado,  a festejar a Liberdade em Montalegre.