domingo, 10 de fevereiro de 2013

Carnaval de Bragança I

Desfile de caretos ibéricos
 
Diabo  castelhano,  dos "Carochos de Riofrio de Aliste".
 
 
Diabo transmontano, de Vinhais, "uma terra dos diabos"! 
 

Mulheres vestidas de caretos.
A quanto não obriga a falta de homens! Mas elas gostam da brincadeira!
 
 
Porta-estandarte de Grijó da Parada, aldeia de Bragança. Apesar de no desfile estarem presentes caretos de várias aldeias do distrito de Bragança, a ausência dos Caretos de Podence, os mais famosos e mediáticos, não passou despercerbida.


 
 
 
Por trás da ausência de Podence advinha-se uma rivalidade entre a capital do distrito, ciosa de ganhar protagonismo, com o emergente Carnaval dos Caretos, e a aldeia de Macedo de Cavaleiros, saída do anonimato graças ao pioneirismo do Entrudo Chocalheiro.
 

Diabos de Vale de Porco, Mogadouro.
 

Grupo de Caretos de Salsas, aldeia do concelho de Bragança.
 



Velho Chocalheiro de Vale de Porco, Mogadouro. Não confundir a aldeia com Vale da Porca, em Macedo de Cavaleiros e terra natal  Roberto Leal.


 
 

Vinhais, uma terra dos diabos, mandou ao desfile dos caretos uma grande representação de demos e da morte, publicitando  a festa "os diabos e o rosto da morte", dia 16 de fevereiro, em Vinhais.





Caretos de Ousilhão puxando carroça com o pipo. Ou serão caretos de Vila Boa de Ousilhão? Os de Vila Boa não gostam de confusões! Ousilhão  festeja o Entrudo no dia de Santo Estevão, a 26 de dezembro! Vila Boa festeja-o na época do carnaval!
 
 
Em Bragança, a censura saiu à rua, juntamente com o diabo e a morte.  A cidade está a rescriar uma tradição que se havia perdido nas últimas décadas do século XX.
 
 
 


 
 
 
 

sábado, 9 de fevereiro de 2013

Fumeiro de Vinhais

Porco bísaro, o rei
Feira, de 8 a 10 de fevereiro de 2013

Vinhais, Capital do fumeiro, organizou mais uma feira anual, vocacionada para os enchidos de porco bísaro. Há, no entanto, uma feira paralela destinada aos "gourmands" ; um concurso para criadores de reco de raça bísara e chegas, além de música, caretos e muita animação. 
 

Tendo passado o sábado em Bragança, para ver o desfile dos caretos ibéricos, a minha passagem pela feira do fumeiro foi rápida; suficiente, no entanto, para comprar queijos, um presunto,  licor de cereja e jantar  de grelos com chouriça e batatass cozidas. Muito bem me soube! O pudim de castanha estava delicioso. Só é pena que os restaurantes de Chaves e de outras localidades não apostem numa sobremesa com um produto típico da região.
 

Para o ano há mais Feira do Fumeiro de Vinhais, a meu ver a melhor de todas que conheço, sem desprimor para com as demais.
 
 
 

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Chez Tony Campos

Casa de pasto retro, sopra velas
 
Tinha a postagem guardada, para publicação, após almoçar no Tony Campos, quando tivesse ido ver as amendoeiras floridas.  Ícone de Vila flor, é a mais antiga casa de pasto do concelho, com 107 anos.


Mas, a notícia avançada pelo Cantinho do Jorge, de que o emblemático restaurante comemorou no dia 2 de fevereiro, o 38º aniversário da sua remodelação, leva-me a publicá-la, agora, a tempo de me associar aos parabéns, dados ao proprietário, pelos amigos.
 
 

Deste restaurante, de ambiente retro, onde jantei uma vez, guardo uma imagem positiva. Nele, impressionou-me o tradicionalismo, de que é exemplo a manifestação de religiosidade do dono, que não hesita em ter à mostra, num espaço público, a sagrada família, cujo nicho percorre a vila, de casa em casa. Em simbiose, lar e restaurante formam um único espaço!
 

As paredes, forradas de quadros, diplomas, homenagens e fotografias de personalidades que passaram pelo restaurante, incluindo presidentes da república, atraem a atenção de clientes anónimos que estão de passagem.



Demonstração da preferência clubística.


Mas os galardões do restaurante não seriam merecidos se a confeção dos pratos não tivesse qualidade caseira, e o atendimento familiar não fosse feito com cortesia e profissionalismo.

Houve pormenores que me fizeram retroceder no tempo. Foi o caso de uma bela terrina de louça, de servir a sopa, a fazer lembrar a pompa de banquetes, nas Casas Grandes de antanho. Este aprimorado gosto, de associar sobriedade e preservação de tradições com a arte de bem servir, não se vê nos restaurantes convertidos ao pronto-a-comer.


Tenho uma certa curiosidade em voltar a sentar-me à mesa, Chez Tony!

 

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Festa de São Sebastião

Cimo de Vila da Castanheira
20 de janeiro
 
No passado dia 20 de janeiro, depois de ter estado nas festas comunitárias em honra do São Sebastião, em Couto de Dornelas e Alturas do Barroso, fui até Cimo de Vila da Castanheira, concelho de Chaves, a outra festa do santo.
 
 
Cheguei  no fim do bailarico, quando se deitavam foguetes a anunciar o fim da festa.  Ficará para uma próxima oportunidade estar presente na procissão à volta da capela, ver o leilão do fumeiro do santo e - porque não? - dar um pé de dança.
 
 
 
Recolhendo à capela o andor de São Sebastião, santo protetor contra a peste, a fome e a guerra.
 
 
 Capela de São Sebastião no lugar onde existiu cum castro celta.
 
 
Depois da festa, os mordomos colocam novamente a imagem do padroeiro no  nicho por cima do altar-mor.
 

 
Pinturas, em madeira, no teto e na parede do altar-mor, representando Cristo no Calvário. Ignoro a data das pinturas, a autoria  e o seu valor artístico.
 
 
 Estão em muito mau estado de conservação, necessitando de obras de restauro, antes que a pintura desapareça por completo.
 
 

 
 
A pouco mais de 100m da capela de São Sebastião, noutro monte, fica a igreja paroquial de São João Batista, de estilo românico, construída em 1131, segundo uma inscrição encontrada no teto. Esteve bastantes anos ao abandono, tendo o teto desabado. Foi restaurada depois de classificada como Monumento nacional em 1993.
 
 
 
Cimo de Vila da Castanheira. 
 
 

"A velha torre, parece datar do século X, mais concretamente do ano de 978, tendo sido mandada construir pelo conde Odoário, irmão do rei Afonso III das Astúrias e Presor de Chaves. É uma torre guerreira e não torre sineira, embora esteja quase acoplada à igreja paroquial, dela não faz parte e é perto de 200 anos mais antiga do que a igreja". http://jfcvcastanheira.blogs.sapo.pt/
 
 
 

terça-feira, 20 de novembro de 2012

Cores de Outono'12

Nas Assureiras - Chaves